sexta-feira, 30 de julho de 2010

Na rejeição, na angústia e na solidão eles tinham um ao outro.
Ela quis consultar o relógio, ele não a deixou, puxando-a para outro beijo com hálito de anis.
Ela conseguiu se desvencilhar e disse que precisava ir ao banheiro. Ao voltar, estava com olhar assustado, começou a pegar suas coisas.
Ele esfregou o rosto de maneira infantil: “era por isso que eu não queria que tu olhasses o relógio. Sabia que se soubesses que já amanheceu irias querer ir embora”.
Como uma cinderella às avessas, ela partiu.

Um comentário:

Pricilla Farina Soares disse...

O tempo, maldito senhor da razão. ;)